quinta-feira, 26 de abril de 2012

O que é o que é... e variações possíveis


A chuva, o livro, a sombra
Os figurinos, as máscaras, a menina esdrúxula
Eu, você, os joguinhos prudentes
A vida, caro Gonzaga

O que é o que parece ser
O que é o que não é
O que não é o que é
O que é o que é
(respectivamente... ou não)

Seja como for
Com ou sem variação
Ser ou não ser

Já não é a questão

Pastel, giz de cor,

Aquarela, um só tom
Óleo, incolor
Lápis, ou batom

Deixe, pois, expor
Essa obra feita a mão

Ausenta-se o teor
Engrandece o coração!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

       
         Estranho-me, mas, entrementes, entretenho aquilo que aqui entra e tem a tenaz entranha do que sou; estranha e tênue.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Pause

         "Me lembro de sentir uma irresistível vontade de raspar o cabelo. Budisticamente. Me desfazer dos acessórios, dos baixos pintados, das entrevistas inteligentes, dos refrões cantados em coro. Fases. Vão e voltam. Nada é absoluto. Absolutamente nada." - Humberto Gessinger

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Presença inabalável, efeito adorável

            Arquivo. Exibir histórico. (Janela). Pesquisar histórico. Bu. (Janela). Susto. Medo. Dúvida. Abrir (?)... Excluir (?)... Enviar para (?)... Editar... Faz-se a suposição: Editar (Y). Complexidade. Por onde começar? Corrigem-se os erros, apaga-se tudo. Modificar o passado traria conseqüências severas.  Abrir (Y). Lembranças. As recordações geram saudade, enquanto esta restaura o que se extingue. Enviar para (Y) Não lembrar não significa esquecer, mas é um bom caminho para isso. Se houve extinção, não há mais o que fazer aqui. Excluir (Y). O que ainda faz aqui? Eu mandei você ir embora! Preciso exigir de novo? Então vaza! Depois de tudo o que eu fiz você continua insistindo na permanência. Essa não é minha forma de defesa. Isso se chama autopreservação. Para, para... Quem eu estou tentando enganar? Excluir deveria estar em cinza. Impossível fazê-lo. Conquanto as paixões se apaguem, as cinzas continuam intactas. Ainda existe o fantasminha gélido que passa por aqui e provoca o friozinho na barriga. Salvar (?). Não importa... A sensação é inesquecível. (X) Fechar.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

"TIM TIM"

Acervo aparente
Ampara a sede
Que cede, suavemente.
Doce sal, básico limão;
Mascara o gosto,
Conserva a pressão.
No anseio de provar-se                
De ilusão se embriaga
Ah, se a dor atenuasse!
O frenesi afaga
Oh, mente errante
Mergulha no etílico... E se afoga.
No vaivém da onda (a ressaca)
O torpor rompe
(Resseca) o intrínseco.
Apenas um brinde,
Somente um gole;
Desordena aqui dentro
TIM TIM por TIM TIM.






Se beber, não digira.


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Pólos

            Ontem sim
            Hoje não
            Amanhã, talvez
            Instabilidade
            Odeia, ama
            Radioatividade
            Alfa, beta, gama
            Exposição freqüente
            Prazo elusivo
            Enquanto ele desmente
            O dúbio é corrosivo