quinta-feira, 28 de julho de 2011

Nós e eles


Eram dois desconhecidos, loucos e corajosos - adjetivos antônimos dos nossos. Talvez tenham sido inventados no subconsciente, todavia, por determinado momento, aquele casal existiu. A consciência ausente permitiu o surgimento desses dois personagens. Eu só me pergunto se eles não passam de figuras pertencentes a um conto imaginário e ilusório, ou se existe a possibilidade de torná-los reais. Talvez, dentro da realidade dura e inflexível, a loucura e a coragem sejam invalidadas diante da sanidade e do medo. Eu desejaria que essa história pudesse ser vivida por inteiro. O olhar, o pensamento, as bocas fantasiosas diante dos beijos telepáticos, o som da respiração, a intensidade disso tudo sentida de forma que não comprometa a realidade, como se os sentimentos fossem transmitidos por microondas. Delírio? Então levante sua mão e mantenha-a alinhada a minha, sem tocá-la. Não há nada acontecendo? Isso só faz parte da minha imaginação? Eu não sei se é totalmente recíproco, ou se você é cego demais para sentir a essência da história. Os personagens querem sair de dentro dos livros adulterados e encapados. Eles são uma versão lírica de nós, e nós somos simplesmente o que devemos ser. A batalha entre o querer e o dever. Eles, ou nós? Não se pode saber o que aconteceria caso os personagens se libertassem. Não se pode ter certeza de tudo. Mas eu te amo e gostaria que estivesses aqui de verdade. Diante das minhas certezas, acredito que a realidade não pode ser feliz sem um pouquinho de fantasia.







Ao som de: Charlie Brown Jr. - Beco sem saída

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Diminutivo

                Já que o sono não me atende, decidi vir até você, sabendo que estarias disponível. Olá folha de papel do Word! Aqui estou eu novamente, ocupando todo esse espaço em branco com meus textos toscos sobre sentimentos patéticos. Sei que minhas visitas estão cada vez mais freqüentes e menos produtivas, porém ultimamente estou precisando escrever muito mais do que o normal. Contudo, o fato de produzir uma grande quantidade de textos não significa que a qualidade dos mesmos seja boa. Além do mais, eu escrevo tanto e não digo absolutamente nada. Agora, por exemplo, estou fazendo exatamente isso. Mas dessa vez prometi que não apagaria sequer uma palavra, conquanto o texto seja uma porcaria. Vou seguir os conselhos de um amigo e escreverei sem me importar com quem possa ler essa droga, ou sem querer tornar o texto bonitinho. Meus sentimentos não são assim fofinhos, delicadinhos. De “inho” eles não têm nada! Quando eu sinto de verdade, é com uma imensidão destruidora. Não gosto disso, porém não suporto quem sente pequenininho, medidinho, com medinho. Por trás do “eu te amo”, meu interior grita palavras pejorativas: @#*&()^%#@#*$^%@! Ele só quer avisar que isso tudo é uma bosta e que eu vou me ferrar, mas disso eu já sei. E quer saber a real? Nem ligo! Pelo menos eu não fico nessa repressão ridícula e covarde. Não tenho medo de sofrer. Meu coração é uma bomba atômica. O restante é Hiroshima. Não preciso nem dizer o que acontece depois... Eu estou olhando ali para baixo com vontade de me atirar na piscina de bolinhas. Leia nas entrelinhas. Duas alternativas. Par ou ímpar? Eu perco, e você? Talvez? Como se eu não soubesse a resposta, não é, queridinho?








Ao som de: Engenheiros do Hawaii – Pra ser sincero