segunda-feira, 13 de junho de 2011

Mão amiga

            Lembro de quando minha mãe me levava aos lugares para que houvesse adaptação. Ela segurava a minha mãozinha, e pronto, os medos se esvaneciam, enquanto a segurança preenchia simultaneamente os espaços onde os mesmos se encontravam. Agora, eu não vou às festas, aos bares ou à primeira aula da faculdade com a minha mãe. Minhas amigas apareceram. Lógico, eu tinha amizades na infância. Todavia, essas faziam parte da singela obrigação de se divertir sem preocupações. Afinal, na ocorrência de qualquer transtorno, a supermãe viria me salvar. Eu cresci, e, junto ao meu crescimento, surgiram dificuldades quanto ao fato de manter relações amigáveis com os indivíduos. Minhas verdadeiras amigas apareceram. As falsas também, infelizmente. Contudo, a franqueza de uma afeição prevaleceu e sobrepujou a mentira. Dizem que a autêntica amizade é aquela que existe desde quando se é criança. A meu ver, não há amizade mais legítima do que aquela cultivada na adolescência. Diante de todos os infortúnios que essa época da vida apresenta, minhas amigas apareceram. A festa começou. Minha mãe soltou a minha mão. Não quis, mas precisava fazê-lo. Eu não queria, mas precisava enfrentar a festa sem ela, porém não sozinha. Encarar uma festa sem companhia é complicado e sufocante. Os caras nojentos e desesperados tentando ficar com alguém a qualquer custo, os ex-namorados querendo ter uma DR no meio daquele fuzuê. Álcool não seria o suficiente para evitar todos os problemas festivos. Mas, para minha felicidade, eu não estive sozinha. Alguém segurou minha mão, e pronto, os medos se esvaneceram, enquanto a segurança preencheu simultaneamente os espaços onde os mesmos se encontravam. Procurei quem era a substituta temporária de minha mãe e encontrei “Somente” minhas Loucas Amigas (nem todos entenderão essa parte, mas faz muito mais sentido do que se pode imaginar).


Ps: O texto é para todas as verdadeiras amigas, mas gostaria de oferecê-lo especialmente a uma delas em homenagem ao aniversário da mesma. Pra ti, loirinha inteligente. Love u :*


Um comentário:

  1. Óun! Parabéns, Laís! Que eu acho que nem é mais loira. Mas com certeza ainda é inteligente. Beijo pra ela.

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